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Escala de Enfermagem: como montá-la na prática

Publicado em
24/1/2024
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Sem dúvidas, a Escala de Enfermagem tem papel central na organização das unidades de saúde. Quem já está familiarizado com a profissão entende que a aplicação correta desta ferramenta é essencial para a prestação de cuidados de saúde abrangentes de maneira ideal. 

Para os estudantes ansiosos em iniciar suas jornadas profissionais, compreender o funcionamento e a relevância dessa prática é um degrau essencial para a construção de um profissional competente.

Para os gestores de estabelecimentos de saúde, reconhecer a importância estratégica da escala de enfermagem é necessário para garantir uma assistência de qualidade, otimizando recursos e garantindo o bem-estar tanto dos profissionais quanto dos pacientes. 

Neste texto, vamos abordar os diversos tipos de Escalas em Enfermagem, destacando sua aplicabilidade em diferentes contextos clínicos, promovendo uma compreensão mais abrangente e prática dessa ferramenta.

O que é uma Escala de Enfermagem?

A expressão "Escala de Enfermagem" pode se referir a diferentes contextos na área da saúde. Existem duas interpretações comuns:

  • Escala de turno ou trabalho:

Neste contexto, "escala de enfermagem" refere-se a um plano organizado que detalha os horários de trabalho dos profissionais de enfermagem em um determinado período. Essa escala é geralmente elaborada pela equipe de enfermagem ou pelos gestores de recursos humanos em uma instituição de saúde, como um hospital. Ela indica quais enfermeiros ou técnicos de enfermagem estarão responsáveis por cada turno, garantindo a cobertura necessária durante 24 horas por dia, 7 dias por semana.

  • Escala de avaliação:

Também pode se referir a uma "escala de avaliação" utilizada pelos profissionais de enfermagem para avaliar diferentes parâmetros de saúde, como dor, nível de consciência, função respiratória, entre outros. Essa escala é uma ferramenta padronizada que ajuda os profissionais de saúde a medir e documentar informações objetivas sobre o estado clínico do paciente. Exemplos de escalas de avaliação incluem a Escala Visual Analógica (EVA) e a Escala de Coma de Glasgow.

Em ambos esses casos, o termo "escala de enfermagem" diz respeito à organização e padronização de processos seja na gestão de horários de trabalho ou na avaliação do estado de saúde dos pacientes.

Quais são os tipos de escalas em enfermagem?

Existem diferentes tipos de escalas em enfermagem, cada uma com uma finalidade específica. Tanto para definir a escala horária de trabalho dos funcionários até mesmo as escalas necessárias para avaliação de pacientes, esse termo pode conter algumas conotações. Abaixo estão alguns exemplos comuns das escalas utilizadas a partir da análise dos pacientes por parte dos profissionais:

  • Escala visual analógica (EVA):

Usada para medir a intensidade da dor. Geralmente, é uma linha horizontal onde o paciente marca um ponto correspondente à intensidade da sua dor.

  • Escala numérica:

Semelhante à EVA, mas em vez de uma linha, é fornecido um conjunto de números para o paciente escolher a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10.

  • Escala de coma de Glasgow:

Utilizada para avaliar o nível de consciência de um paciente, levando em consideração a resposta ocular, resposta verbal e resposta motora.

  • Escala de Braden:

Projetada para avaliar o risco de úlceras de pressão em pacientes. Considera fatores como sensação, umidade, atividade, mobilidade, nutrição e fricção/força.

  • Escala de Aldrete:

Utilizada para avaliar a recuperação pós-anestesia, levando em conta critérios como atividade motora, respiração, circulação, consciência e saturação de oxigênio.

  • Escala de Barthel:

Usada para medir a independência funcional de um paciente em atividades da vida diária, como alimentação, banho, vestir-se, entre outros.

  • Escala de Norton:

Similar à escala de Braden, é usada para avaliar o risco de úlceras por pressão, considerando o estado mental, a condição física, a atividade, a mobilidade e a incontinência.

  • Escala de Morse:

Outra escala para avaliação do risco de quedas em pacientes hospitalizados, considerando fatores como história de quedas, diagnósticos, uso de dispositivos auxiliares, entre outros.

Essas escalas são ferramentas padronizadas que auxiliam os profissionais de enfermagem na avaliação clínica, na monitorização dos pacientes e na tomada de decisões relacionadas ao cuidado de saúde. Cada uma delas tem um propósito específico e é aplicada em contextos clínicos particulares.

Escala de enfermagem segundo o COREN

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) é responsável por regulamentar e fiscalizar o exercício da enfermagem no Brasil. As pré-definições da Escala de Enfermagem referem-se a diretrizes estabelecidas para a organização do trabalho da equipe de enfermagem em relação à escala de plantão, carga horária, folgas, entre outros aspectos. 

Estas regras são importantes para garantir a segurança dos profissionais e a qualidade do atendimento aos pacientes. Entenda um pouco mais sobre as diretrizes:

  • Carga horária: o Coren estabelece limites para a carga horária de trabalho dos profissionais de enfermagem. Isso inclui o número de horas diárias, semanais e mensais que um profissional pode trabalhar.
  • Jornada de trabalho: a jornada de trabalho é definida, incluindo os horários de entrada e saída, bem como os intervalos e descansos permitidos.
  • Folgas e descanso: as pré-definições geralmente incluem regras sobre folgas regulares e descanso entre jornadas para evitar a fadiga excessiva, o que é crucial para manter a qualidade do cuidado prestado.
  • Escalas de plantão: a organização das escalas de plantão é um aspecto fundamental. Isso envolve a distribuição adequada dos profissionais ao longo do período de 24 horas, considerando a demanda de trabalho e a necessidade de cobertura contínua.
  • Número de pacientes por profissional: pode haver limites estabelecidos para o número de pacientes que um profissional de enfermagem pode atender simultaneamente, garantindo uma atenção adequada a cada paciente.
  • Intervalos para descanso: são definidos períodos de descanso para os profissionais, garantindo que eles tenham momentos adequados para repouso e recuperação durante o turno de trabalho.
  • Normas de segurança: são estabelecidas normas de segurança para prevenir acidentes e garantir a integridade física e emocional dos profissionais.
  • Legislação trabalhista: além das normativas específicas do Coren, as pré-definições também consideram as leis trabalhistas gerais, incluindo direitos, deveres, e regulamentações relacionadas ao contrato de trabalho.

É importante ressaltar que as pré-definições podem variar entre diferentes instituições de saúde e regiões do país, mas todas devem estar alinhadas com as normativas do Coren e com as leis vigentes. 

Como você já tem uma noção melhor agora, a Escala de Enfermagem, além de auxiliar na hora de avaliar os pacientes, desempenha um papel essencial na organização e distribuição do trabalho dos profissionais de enfermagem em instituições de saúde. Ela define a carga horária, folgas, e outros aspectos essenciais para garantir a qualidade do atendimento aos pacientes, a segurança dos profissionais e o cumprimento das normativas legais.

A plataforma da MyCareForce desempenha um papel complementar ao otimizar a gestão de escalas e conectar instituições de saúde a profissionais qualificados. Ao facilitar a busca e contratação de profissionais de enfermagem, a MyCareForce contribui para a flexibilidade e eficiência na gestão de escalas, garantindo que as instituições tenham acesso a uma rede de profissionais capacitados quando necessário.

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